Esta história seria sobre um sujeito que não aguentava mais o próprio trabalho, ter de acordar com aquela obrigação arrastando-o pelos cabelos até o banho frio de bom dia no elevador do térreo ao décimo terceiro em meio àquela gente falando a todas aquelas outras tantas que nem sequer desligar, esperar 5 segundos e religar o modem são capazes para resolver um simples probleminha que nem é de configuração, compreende? Mas quando ele sentou-se decidido a escrever, percebeu que aquela história não tinha relevância alguma, pouco distinta que era da dos colegas todos e. Num acesso repentino de gozo, dirigiu-se ao banheiro – no fundo do corredor, dobrando a esquerda, último sanitário privado – com a cabeça entre as pernas tapando a boca com as duas mãos dando risada e não se contendo e dando risada não se contendo. Antes de, enfim, crispar a testa, derrubar os olhos e lamentar a volta àquela vida sem graça da cabine número 13, fila 7A, próxima à janela que, se está calor, deixam aberta e entra um ventinho chato que espalha o cabelo ou, se está frio, fecham-na, mas não a persiana e então a claridade reflete parte de sua expressão torta e a nuca do 26 da fila 7B. E assim por diante.
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