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	<title>nada pessoal &#187; Conto</title>
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		<title>Morituri te salutant</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Mar 2011 03:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Aguiar]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Piauí]]></category>

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		<description><![CDATA[Belo conto de Flávio Aguiar, que saiu na seção Ficção da Piauí 54. Leia tudo no site deles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2011/03/morituri.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3184" title="Morituri" src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2011/03/morituri.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Belo conto de <strong>Flávio Aguiar</strong>, que saiu na seção <strong>Ficção</strong> da <strong>Piauí 54</strong>. Leia tudo <a href="http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-54/ficcao/morituri-te-salutant" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">no site deles</span></a>.</p>
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		<title>Alma (de outro tipo) de artista</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 20:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Machado de Assis]]></category>
		<category><![CDATA[O Machete]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;&#8230; e não era difícil achar a explicação da frieza na vulgaridade de expressão do rosto&#8221;, disse o narrador de &#8220;O machete&#8220;, a respeito de Barbosa. Em oposição, no conto, os universos erudito e popular. O fim é doloroso e o tratamento desse tema serve-nos até hoje. Mas o que isso tem a ver com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;&#8230; e não era difícil achar a explicação da frieza na vulgaridade de expressão do rosto&#8221;, disse o narrador de &#8220;<span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/fs000186.pdf" target="_blank"><strong>O machete</strong></a></span>&#8220;, a respeito de <strong>Barbosa</strong>. Em oposição, no conto, os universos erudito e popular. O fim é doloroso e o tratamento desse tema serve-nos até hoje. Mas o que isso tem a ver com o que eu vou dizer, agora? Seria melhor você <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/fs000186.pdf" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">ler o conto</span></a> e se apropriar um pouco de seu tema. Dois pontos: se você é sensível o bastante pra reconhecer a beleza oculta do mundo, seja esperto o suficiente pra saber lidar com a sujeira visível dele. Do contrário, a loucura se apossará de você. Vide <strong>Inácio Ramos</strong>, que tinha alma de artista.</p>
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		<title>A Sociedade, por Alcântara Machado</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 17:52:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
				<category><![CDATA[leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Alcântara Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/08/25/a-sociedade-por-alcantara-machado"><img src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/alcantaramachado.jpg"/></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>— Filha minha não casa com filho de carcamano!</p>
<p>A esposa do Conselheiro José Bonifácio de Matos e Arruda disse isso e foi brigar com o italiano das batatas.</p>
<p>Teresa Rita misturou lágrimas com gemidos e entrou no seu quarto batendo a porta. O Conselheiro José Bonifácio limpou as unhas com o palito, suspirou e saiu de casa abotoando o fraque.</p>
<p>O esperado grito do cláxon fechou o livro de Henri Ardel e trouxe Teresa Rita do escritório para o terraço.</p>
<p>O Lancia passou como quem não quer. Quase parando.</p>
<p>A mão enluvada cumprimentou com o chapéu Borsalino.</p>
<p>Uiiiiia-uiiiiia! Adriano Meli calcou o acelerador. Na primeira esquina fez a curva. Veio voltando. Passou de novo. Continuou. Mais duzentos metros. Outra curva. Sempre na mesma rua. Gostava dela. Era a Rua da Liberdade. Pouco antes do número 259-C sabe: uiiiiia-uiiiiia!</p>
<p>— O que você está fazendo aí no terraço, menina?</p>
<p>— Então nem tomar um pouco de ar eu posso mais?</p>
<p>Lancia Lambda, vermelhinho, resplendente, pompeando na rua. Vestido de Camilo, verde, grudado à pele, serpejando no terraço.</p>
<p>— Entre já para dentro ou eu falo com seu pai quando ele chegar!</p>
<p>— Ah meu Deus, meu Deus, que vida, meu Deus!</p>
<p>Adriano Melli passou outras vezes ainda. Estranhou. Desapontou. Tocou para a Avenida Paulista.</p>
<p>Na orquestra o negro de casaco vermelho afastava o saxofone da beiçorra para gritar:</p>
<p>Dizem que Cristo nasceu em Belém&#8230;</p>
<p>Porque os pais não a haviam acompanhado (abençoado furúnculo inflamou o pescoço do Conselheiro José Bonifácio) ela estava achando um suco aquela vesperal do Paulistano. O namorado ainda mais.</p>
<p>Os pares dançarinos maxixavam colados. No meio do salão eram um bolo tremelicante. Dentro do círculo palerma de mamãs, moças feitas e moços enjoados. A orquestra preta tonitroava. Alegria de vozes e sons. Palmas contentes prolongaram o maxixe. O banjo é que ritmava os passos.</p>
<p>— Sua mãe me fez ontem uma desfeita na cidade.</p>
<p>— Não!</p>
<p>— Como não? Sim senhora. Virou a cara quando me viu.</p>
<p>&#8230; mas a história se enganou!</p>
<p>As meninas de ancas salientes riam porque os rapazes contavam episódios de farra muito engraçados. O professor da Faculdade de Direito citava Rui Barbosa para um sujeitinho de óculos. Sob a vaia do saxofone: turururu-turururum!</p>
<p>— Meu pai quer fazer um negócio com o seu.</p>
<p>— Ah sim?</p>
<p>Cristo nasceu na Bahia, meu bem&#8230;</p>
<p>O sujeitinho de óculos começou a recitar Gustave Le Bon mas a destra espalmada do catedrático o engasgou. Alegria de vozes e sons.</p>
<p>&#8230; e o baiano criou!</p>
<p>— Olhe aqui, Bonifácio: se esse carcamano vem pedir a mão da Teresa para o filho, você aponte o olho da rua para ele, compreendeu?</p>
<p>— Já sei, mulher, já sei.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;"><em><a href="http://www.releituras.com/amachado_sociedade.asp" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Fonte:</span></a> Texto extraído do livro &#8220;Brás, Bexiga e Barra Funda&#8221;. In: Novelas paulistanas, José Olympio Editora &#8211; Rio de Janeiro, 1975, pág. 25.</em></span></p>
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		<title>A psicologia da mulher alegre</title>
		<link>http://www.nadapessoal.com.br/2010/06/01/a-psicologia-da-mulher-alegre/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 02:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[JOão do Rio]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Você decerto ainda não quis fazer a psicologia da mulher alegre atirando-se a todos os excessos por enervamento de não ter o que fazer?&#8221; Trecho do conto &#8216;História de gente alegre&#8217;, de João do Rio, sobre o qual comentei ontem, mas que não consegui subir hoje. Ainda o subirei, mas até lá, pode ler aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Você decerto ainda não quis fazer a psicologia da mulher alegre atirando-se a todos os excessos por enervamento de não ter o que fazer?&#8221; Trecho do conto &#8216;História de gente alegre&#8217;, de João do Rio, sobre o qual comentei ontem, mas que não consegui subir hoje. Ainda o subirei, mas até lá, pode ler <a href="http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/PauloBarreto/historiagente.htm" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></a> e <a href="http://versoeprosa.ning.com/notes/Hist%C3%B3ria_de_gente_alegre" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></a> (neste, com notas mal formatadas).</p>
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		<title>O conto brasileiro do século 21</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 12:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Rascunho]]></category>
		<category><![CDATA[Rinaldo de Fernandes]]></category>

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		<description><![CDATA[No último Rascunho (Edição 121, Maio de 2010), foi publicado um ensaio de Rinaldo de Fernandes sobre &#8220;O conto brasileiro do século 21&#8220;. Como dia desses colei aqui o decálogo do Quiroga e sua refutação, chamando atenção para esse gênero literário, então que tal essa divisão em 5 vertentes proposta pelo escritor, antologista e professor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último <a href="http://rascunho.rpc.com.br/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Rascunho</span></a> (Edição 121, Maio de 2010), foi publicado um ensaio de <a href="http://rinaldofernandes.blog.uol.com.br/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Rinaldo de Fernandes</span></a> sobre &#8220;<a href="http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&amp;modelo=2&amp;secao=25&amp;lista=0&amp;subsecao=0&amp;ordem=3429" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">O conto brasileiro do século 21</span></a>&#8220;. Como dia desses colei aqui o <a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/05/25/decalogohoracioquiroga/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">decálogo do Quiroga</span></a> e sua <a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/05/25/refutacao-do-decalogo-do-perfeito-contista/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">refutação</span></a>, chamando atenção para esse gênero literário, então que tal essa divisão em 5 vertentes proposta pelo escritor, antologista e professor da UFPB:</p>
<p>1) a da violência ou brutalidade no espaço público e urbano;<br />
2) a das  relações privadas, na família ou no trabalho, em que aparecem indivíduos  com valores degradados, com perversões e não raro em situações também  de extrema violência, física ou psicológica;<br />
3) a das narrativas  fantásticas, na melhor tradição do realismo fantástico  hispano-americano, às quais se podem juntar as de ficção científica e as  de teor místico/macabro;<br />
4) a dos relatos rurais, ainda em diálogo com a  tradição regionalista;<br />
5) a das obras metaficcionais ou de inspiração  pós-moderna.</p>
<p>Para compreendê-la bem, e como o autor chega a essa conclusão, leia todo o ensaio, que também foi <a href="http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&amp;modelo=2&amp;secao=25&amp;lista=0&amp;subsecao=0&amp;ordem=3429" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">publicado no site do jornal</span></a>.</p>
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		<title>Refutação do &#8216;Decálogo do perfeito contista&#8217;</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 21:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio Quiroga]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Bula]]></category>
		<category><![CDATA[Silvana Bullrich]]></category>

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		<description><![CDATA[Li por recomendação &#8220;Anaconda&#8221;, um dos contos do escritor uruguaio Horacio Quiroga (1879-1937). Passeando por aí, após a leitura, descobri que ele possui um &#8220;Decálogo do perfeito contista&#8220;, o qual me interessou não tanto pelos mandamentos, mas devido ao tema. Ainda passeando, descobri que a escritora argentina Silvina Bullrich (1915-1990) escreveu uma refutação ao decálogo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li por recomendação &#8220;Anaconda&#8221;, um dos contos do escritor uruguaio Horacio Quiroga (1879-1937). Passeando por aí, após a leitura, descobri que ele possui um &#8220;<a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/05/25/decalogohoracioquiroga/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Decálogo do perfeito contista</span></a>&#8220;, o qual me interessou não tanto pelos mandamentos, mas devido ao tema. Ainda passeando, descobri que a escritora argentina Silvina Bullrich (1915-1990) escreveu uma <a href="http://prosamundo.blogspot.com/2010/04/refutacao-do-decalogo-do-perfeito.html" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">refutação ao decálogo de Quiroga</span></a>. Pois bem, novamente não me interessam os argumentos dela, nem os mandamentos daquele, apenas o tema. Como é a segunda vez que falo o que não me interessa, então é hora de dizer o que tenho em mente.</p>
<p>Estou estudado a ficção do século XX, com o professor e escritor Paulo Venturelli, que privilegiu justamente o conto. Eis aqui um formato que me agrada muito e que tenho vontade de continuar pesquisando a respeito, por isso o interesse em material que o tematizem, independente de seus conteúdos. Já o Quiroga foi-me recomendado por outro professor.</p>
<p>Hoje, busquei a fonte daquele material linkado, acima, e vi que a Revista Bula <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.revistabula.com/categoria/traducao" target="_blank">dedicou-se a esse tema</a></span>, entre 2008 e 2009 (meio confuso lá, não entendi bem, mas o material está à disposição pra que façamos bom uso, sob a tag &#8216;tradução&#8217;). E por aí vai&#8230;</p>
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		<title>Decálogo do perfeito contista, Horacio Quiroga</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 19:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
				<category><![CDATA[leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Horacio Quiroga]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/05/25/decalogohoracioquiroga"><img src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/05/horacioquiroga.jpg"/></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left; padding-left: 60px;"><strong><br />
I</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Creia em um mestre &#8211; Poe, Maupassant, Kipling, Tchekov &#8211; como em uma divindade.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 60px;"><strong>II</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Creia que sua arte é um cume inacessível. Não sonhe dominá-la. Quando puder fazê-lo, conseguirá sem que você mesmo o saiba.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 60px;"><strong>III</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Resista quanto possível à imitação, mas imite se o impulso for muito forte. Mais do que qualquer coisa, o desenvolvimento da personalidade é uma longa paciência.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 60px;"><strong>IV</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nutra uma fé cega não na sua capacidade para o triunfo, mas no ardor com que o deseja. Ame sua arte como ama sua amada, dando-lhe todo o coração.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 60px;"><strong>V</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não comece a escrever sem saber, desde a primeira palavra, aonde vai. Num conto bem feito, as três primeiras linhas têm quase a mesma importância das três últimas.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 60px;"><strong>VI</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se quer expressar com exatidão esta circunstância &#8211; &#8220;Desde o rio soprava um vento frio&#8221; -, não há na língua dos homens mais palavras do que estas para expressá-la. Uma vez senhor de suas palavras, não se preocupe em avaliar se são consoantes ou dissonantes.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 60px;"><strong>VII</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não adjetive sem necessidade, pois são inúteis as rendas coloridas que venha a pendurar num substantivo débil. Se diz o que é preciso, o substantivo, sozinho, terá uma cor incomparável. Mas é preciso achá-lo.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 60px;"><strong>VIII</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toma seus personagens pela mão e leve-os firmemente até o final, sem atentar senão para o caminho que traçou. Não se distraia vendo o que eles não podem ver ou o que não lhes importa. Não abuse do leitor. Um conto é uma novela depurada de excessos. Considere isso uma verdade absoluta, ainda que não o seja.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 60px;"><strong>IX</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não escreve sob o império da emoção. Deixe-a morrer, depois a reviva. Se for capaz de revivê-la tal como a viveu, terá chegado, na arte, à metade do caminho.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 60px;"><strong>X</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao escrever, não pense em seus amigos nem na impressão que sua história causará. Conta como se seu relato não tivesse interesse senão para o pequeno mundo de seus personagens e como se você fosse um deles, pois somente assim obtém-se a vida num conto.</p>
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		<title>As cidades e a memória</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 02:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Ítalo Calvino]]></category>

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		<description><![CDATA[O homem que cavalga longamente por terrenos selváticos sente o desejo de uma cidade. Finalmente, chega a Isidora, cidade onde os palácios têm escadas em caracol incrustadas de caracóis marinhos, onde se fabricam à perfeição binóculos e violinos, onde quando um estrangeiro está incerto entre duas mulheres sempre encontra uma terceira, onde as brigas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O homem que cavalga longamente por terrenos selváticos sente o desejo de uma cidade. Finalmente, chega a Isidora, cidade onde os palácios têm escadas em caracol incrustadas de caracóis marinhos, onde se fabricam à perfeição binóculos e violinos, onde quando um estrangeiro está incerto entre duas mulheres sempre encontra uma terceira, onde as brigas de galo se degeneram em lutas sanguinosas entre os apostadores. Ele pensava em todas essas coisas quando desejava uma cidade. Isidora, portanto, é a cidade de seus sonhos: com uma diferença. A cidade sonhada o possuía jovem; em Isidora, chega em idade avançada. Na praça, há o murinho dos velhos que vêem a juventude passar; ele está sentado ao lado deles. Os desejos agora são recordações.</p>
<p>Ítalo Calvino, em As Cidades Invisíveis (1972).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A palavra sob tensão</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 14:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[gazeta do povo]]></category>

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		<description><![CDATA[“Para que tenha impacto é preciso que o núcleo tensional (do conto) seja uno e poderoso. Ou você tem um nervo a conduzir as ações, ou não tem”, define Alcir Pécora, na matéria publicada hoje, na Gazeta do Povo. Em questão, o conto. E para falar dele, alguns autores e editores. Confira aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Para que tenha impacto é preciso que o núcleo tensional (do conto) seja uno e poderoso. Ou você tem um nervo a conduzir as ações, ou não tem”, define Alcir Pécora, na matéria publicada hoje, na Gazeta do Povo. Em questão, o conto. E para falar dele, alguns autores e editores. Confira <a href="http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=991334&amp;tit=A-palavra-sob-tensao" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></a>.</p>
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		<title>O único  sentimento</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 12:09:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
				<category><![CDATA[escritos]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.nadapessoal.com.br/2009/04/22/o-unico-sentimento/"><img src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2009/04/11b.jpg"/></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="color: #333333;">Olha ela, debatendo-se ao ser açoita por ele. A paixão a jogando a tapas contra os braços do prazer alheio, enquanto a vaidade prostra-se no chão débil do desejo. Ele a tem e a machuca, não poderia ser diferente. Ela não pede nem suplica, mas está ali porque. E ele a fatiga antes dela sequer ter uma breve imagem do seu rosto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="color: #333333;">E, agora, que orgulho ferido é esse? Te levanta. Restam apenas as marcas, vestindo no teu corpo as maldades do. O mais próximo que chegará dele serão estas manchas. Que caminho longo ainda percorrerá para descobrir que ele não existe, que não possui um rosto. E não adianta insistir em enlevar uma paixão fugaz, apenas a mate antes que te corrompa ou a satisfaça antes que ela te deixe. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="color: #333333;">Você então cedeu, enfraqueceu teu corpo à entrega de tua vontade e permitiu que ele te tomasse no mais profundo do teu sexo. A posse é esta prostituta parada na esquina, ela oferece teu corpo à loucura dele. Alguém te avisou para não andar por aquela rua? Agora toma tuas coisas e te levanta deste chão. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="color: #333333;">Há ainda uma leve inconsciência do querer. Você sangra e você gosta. É um prazer bandido este, te assaltando a consciência levando embora tua ingenuidade. Não será mais a mesma; com outro orgulho, com menos vaidade. E porque tudo passa, assim como as pessoas que passearão pelo teu corpo, então te levanta. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="color: #333333;">Por ele, você ainda se pergunta. Resta apenas o precipício das palavras jogadas, atiradas contra teu ouvido carente, sussurradas entre teus desejos secretos. “Quem irá dizê-las de verdade?”, insiste. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="color: #333333;">A verdade, que engano. O batom com a cor do sexo, espalhado pelos lábios da malícia. É assim como a vontade te beija a boca soletrando palavras vulgares. São os instantes de prazer que o teu vício promete, numa tentativa de saciar um desejo que, antes disso, sorrateiramente te alicia e te consome. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="color: #333333;">Ele nutre-se da fraqueza do teu corpo, da fácil assunção do mistério que a tua disposição não alcança. De teu medo em relação àquilo que desconhece, como se fosse legítimo um sentimento qualquer, que sequer atravessou a ante-sala do consentimento e cresce à medida que você o perde. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="color: #333333;">É por isso que você cede, e cai. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="color: #333333;">Então vê se te levanta e limpa esta tua cara, pois o dia logo clareia e outras pessoas irão notar as semelhanças da doença de mais uma vítima do, que é o nome que dão para ele, sem sequer dele terem visto ao menos suas costas o levando mais uma vez embora.</span></p>
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