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		<title>Amor</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 13:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Porque amar alguém é tão precioso, que, se preciso for, você vai até o inferno resgatar esse sentimento em apuros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque amar alguém é tão precioso, que, se preciso for, você vai até o inferno resgatar esse sentimento em apuros.</p>
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		<title>Estações</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 00:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As estações levam da gente uma parte embora, como o sopro de um vento fraco que aos poucos a paisagem deforma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As estações levam da gente uma parte embora, como o sopro de um vento fraco que aos poucos a paisagem deforma.</p>
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		<title>A gosto (II)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 02:34:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Postei um texto do Caio Fernando Abreu, pra fechar esse mês, em que comentei contigo sobre o típico mas extinto clima frio. Certo? Claro, ainda mais se pensarmos que ressaltei o humor oscilante da Natureza. Olha aí, duas semanas de frio profundo, com direito a chuvas, mais duas semanas de calor intenso, com direito a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/08/31/sugestoes-para-atravessar-agosto-caio-fernando-abreu/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Postei um texto do Caio Fernando Abreu</span></a>, pra fechar esse mês, em que <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/08/01/agosto/" target="_blank">comentei contigo sobre o típico mas extinto clima frio</a></span>. Certo? Claro, ainda mais se pensarmos que ressaltei o humor oscilante da Natureza. Olha aí, duas semanas de frio profundo, com direito a chuvas, mais duas semanas de calor intenso, com direito a céu completamente azul. Ainda se fosse assim, sempre meio a meio. Mas talvez se deva a Agosto, esse mês é complicado e sempre faz estrago seja qual for a lógica do calendário. Que venha Setembro.</p>
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		<title>Sugestões para atravessar Agosto, Caio Fernando Abreu</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 02:18:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Caio Fernando Abreu]]></category>
		<category><![CDATA[Sugestões para atravessar Agosto]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/08/31/sugestoes-para-atravessar-agosto-caio-fernando-abreu"><img src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Caio-Fernando-Abreu.jpg"/></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Para atravessar agosto é preciso, antes de tudo, paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro – e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah! Escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros augúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietszche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos. Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos – ou precauções-úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade…Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo ZAP): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.</p>
<p style="text-align: justify;">Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu – sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.</p>
<p style="text-align: justify;">Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques – tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas – coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter demais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco:.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;">Caio Fernando Abreu, em 6 de Agosto de 1995 (O Estado de S. Paulo)</span></p>
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		<title>Field</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 12:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Henry Fielding]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Meu leitor não deverá, portanto, se admirar se, no decorrer desta obra, encontrar alguns capítulos muito curtos e outros muito longos; alguns que abrangem apenas o tempo de um só dia e outros, o de anos; em resumo, se minha narrativa parece, às vezes, não sair do lugar e, outras vezes, voar, [...] pois, sendo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Meu leitor não deverá, portanto, se admirar se, no decorrer desta obra, encontrar alguns capítulos muito curtos e outros muito longos; alguns que abrangem apenas o tempo de um só dia e outros, o de anos; em resumo, se minha narrativa parece, às vezes, não sair do lugar e, outras vezes, voar, [...] pois, sendo, na realidade, o fundador de um novo território literário, tenho toda a liberdade de ditar as leis que me agradam nesta jurisdição.&#8221;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Henry Fielding</strong>, em <strong>Tom Jones</strong>.</p>
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		<title>Alcântara Machado</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 19:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fiz questão de postar o conto &#8220;A Sociedade&#8220;, de Alcântara Machado, porque esse autor não só é pouco conhecido, como também pouco valorizado. Uma das razões talvez seja sua morte precoce. Se tivesse ido além dos 34 anos, ele teria deixado um legado maior e melhor. Outra, os dois de Andrade, Mario e Oswald, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiz questão de postar o conto &#8220;<a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/08/25/a-sociedade-por-alcantara-machado/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">A Sociedade</span></a>&#8220;, de <strong>Alcântara Machado</strong>, porque esse autor não só é pouco conhecido, como também pouco valorizado. Uma das razões talvez seja sua morte precoce. Se tivesse ido além dos 34 anos, ele teria deixado um legado maior e melhor. Outra, os dois de Andrade, Mario e Oswald, que não eram parêntes, apesar do sobrenome. Estes encarnaram e viveram o Modernismo dos, sei lá, primórdios até a extinção. Enfim.</p>
<p>Apesar de A. Machado ter vivido mais a parte estética desse período, do que a ideológica, ele já adiantava questões desta natureza. Suas crônicas evidenciam mais claramente isso, vale muito a pena lê-las. Porém, trago-o aqui mais para fazer uma breve nota a respeito de sua linguagem. Ao lê-lo, percebo o quanto esse paulistano, em particular, adiantou em muito elementos estéticos que, por exemplo, hoje ainda lemos em nossa literatura.</p>
<p>Por isso é bacana ler &#8220;A sociedade&#8221; e notar sua destreza no uso da oralidade, que apesar de hoje ser lugar comum, naquela época era quase literariamente impensável. Além disso, a composição das cenas, seguindo um pouco o jogo de edições que o Cinema permite, ele que intitulou seu primeiro livro de &#8220;Pathé-Baby&#8221;, em que seu narrador praticamente funciona como uma câmera cinematográfica. A dinâmica exposta na economia das frases e o uso apenas necessário dos adjetivos é outro ponto de destaque, afinal isso era o oposto do que se fazia nas gerações anteriores. Contemporâneo dos Andrades, claro que A. Machado foi por eles influenciado, mas também, apesar da curta carreira, deixou sua marca autoral em nossa história literária.</p>
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		<title>A Sociedade, por Alcântara Machado</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 17:52:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alcântara Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://www.nadapessoal.com.br/2010/08/25/a-sociedade-por-alcantara-machado"><img src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/alcantaramachado.jpg"/></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>— Filha minha não casa com filho de carcamano!</p>
<p>A esposa do Conselheiro José Bonifácio de Matos e Arruda disse isso e foi brigar com o italiano das batatas.</p>
<p>Teresa Rita misturou lágrimas com gemidos e entrou no seu quarto batendo a porta. O Conselheiro José Bonifácio limpou as unhas com o palito, suspirou e saiu de casa abotoando o fraque.</p>
<p>O esperado grito do cláxon fechou o livro de Henri Ardel e trouxe Teresa Rita do escritório para o terraço.</p>
<p>O Lancia passou como quem não quer. Quase parando.</p>
<p>A mão enluvada cumprimentou com o chapéu Borsalino.</p>
<p>Uiiiiia-uiiiiia! Adriano Meli calcou o acelerador. Na primeira esquina fez a curva. Veio voltando. Passou de novo. Continuou. Mais duzentos metros. Outra curva. Sempre na mesma rua. Gostava dela. Era a Rua da Liberdade. Pouco antes do número 259-C sabe: uiiiiia-uiiiiia!</p>
<p>— O que você está fazendo aí no terraço, menina?</p>
<p>— Então nem tomar um pouco de ar eu posso mais?</p>
<p>Lancia Lambda, vermelhinho, resplendente, pompeando na rua. Vestido de Camilo, verde, grudado à pele, serpejando no terraço.</p>
<p>— Entre já para dentro ou eu falo com seu pai quando ele chegar!</p>
<p>— Ah meu Deus, meu Deus, que vida, meu Deus!</p>
<p>Adriano Melli passou outras vezes ainda. Estranhou. Desapontou. Tocou para a Avenida Paulista.</p>
<p>Na orquestra o negro de casaco vermelho afastava o saxofone da beiçorra para gritar:</p>
<p>Dizem que Cristo nasceu em Belém&#8230;</p>
<p>Porque os pais não a haviam acompanhado (abençoado furúnculo inflamou o pescoço do Conselheiro José Bonifácio) ela estava achando um suco aquela vesperal do Paulistano. O namorado ainda mais.</p>
<p>Os pares dançarinos maxixavam colados. No meio do salão eram um bolo tremelicante. Dentro do círculo palerma de mamãs, moças feitas e moços enjoados. A orquestra preta tonitroava. Alegria de vozes e sons. Palmas contentes prolongaram o maxixe. O banjo é que ritmava os passos.</p>
<p>— Sua mãe me fez ontem uma desfeita na cidade.</p>
<p>— Não!</p>
<p>— Como não? Sim senhora. Virou a cara quando me viu.</p>
<p>&#8230; mas a história se enganou!</p>
<p>As meninas de ancas salientes riam porque os rapazes contavam episódios de farra muito engraçados. O professor da Faculdade de Direito citava Rui Barbosa para um sujeitinho de óculos. Sob a vaia do saxofone: turururu-turururum!</p>
<p>— Meu pai quer fazer um negócio com o seu.</p>
<p>— Ah sim?</p>
<p>Cristo nasceu na Bahia, meu bem&#8230;</p>
<p>O sujeitinho de óculos começou a recitar Gustave Le Bon mas a destra espalmada do catedrático o engasgou. Alegria de vozes e sons.</p>
<p>&#8230; e o baiano criou!</p>
<p>— Olhe aqui, Bonifácio: se esse carcamano vem pedir a mão da Teresa para o filho, você aponte o olho da rua para ele, compreendeu?</p>
<p>— Já sei, mulher, já sei.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="font-size: x-small;"><em><a href="http://www.releituras.com/amachado_sociedade.asp" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Fonte:</span></a> Texto extraído do livro &#8220;Brás, Bexiga e Barra Funda&#8221;. In: Novelas paulistanas, José Olympio Editora &#8211; Rio de Janeiro, 1975, pág. 25.</em></span></p>
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		<title>Sinestesia</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 19:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Sinestesia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2601" title="Sinestesia" src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Sinestesia.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
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		<title>Men in the cities, 1979</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 13:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Robert Longo]]></category>

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		<description><![CDATA[Robert Longo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/robert-longo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2597" title="Robert Longo" src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/robert-longo.jpg" alt="" width="500" height="330" /></a></p>
<p><a href="http://www.robertlongo.com/home" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Robert Longo</span></a>.</p>
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		<title>Sinestesia</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 16:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Denis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Sinestesia1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2581" title="Sinestesia1" src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Sinestesia1.jpg" alt="" width="500" height="366" /></a></p>
<p><a href="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Sinestesia2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2582" title="Sinestesia2" src="http://www.nadapessoal.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Sinestesia2.jpg" alt="" width="500" height="336" /></a></p>
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