Brief interviews with hideous men

Procurei o texto original por aí, mas não encontrei. Na tradução de José Rubens Siqueira, lançada pela Companhia das Letras, esse trecho está entre as páginas 104 e 109. É belíssimo. E o video, acima, dá conta de lhe revelar o quanto. Claro que ler primeiro e ver depois seria muito melhor, mas ficam aí as opções (eu adoraria transcrever o trecho, mas estou pra fazer isso há dias e não consigo, então vou postar assim mesmo).

Essa adaptação de John Krasinski (estreando como diretor) é até muito interessante, apesar da economia estética na produção geral. Já o fato dele se resumir a esquetes, praticamente, isso se deve à dificuldade em filmar um livro de contos (na verdade, apenas a série de contos que dá título ao livro todo), resultando ao final em algo seguro e, como já disse, até interessante. Um filme que irá tratar tanto do universo masculino, quanto do feminino. E com palavras do David Foster Wallace, o que o torna imperdível.

Meu medo

Veja o trailer, no site do filme.

Stephen Wiltshire

Quer se impressionar mesmo? Se o lance é achar incrível o resultado, deixa o Hilo Chen de lado e saca só Stephen Wiltshire. Lembro dele num programa do Discovery, sobre Savants (se não me engano; ou sobre mentes excepcionais, algo assim), em que aparecia ele desenhando essas telas imensas. Falando em Realismo, Hiper, etc., que tal Surrealismo? Mas não no desenho, e sim no acontecimento em si.

Wiltshire foi diagnosticado autista, aos cinco anos. Seus desenhos são feitos todos à caneta 0.3 e sem foto, modelo, nem nada disso como fonte, simplesmente através de sua memória. Bastam alguns minutos de vista aérea e ele já é capaz de desenhar Los Angeles com riqueza de detalhe, como nessa imagem acima. Ou New York, conforme a tela abaixo. De fato, leva um tempo pra gente acreditar nisso.

No youtube, você vê alguns videos dele desenhando, pois eu sei que só vendo pra crer nisso. São daqueles mistérios da mente humana, capaz de coisas surreais, muitas vezes (infelizmente, com isso significando perdas importantes, por outro lado).

Mais Hiper-realistas

Ontem, falei do Hilo Chen, e meio que dando de ombros. Mas, pra quem curte mesmo, acessa a Louis K. Meisel Gallery e se divirta (na pintura, acima, trabalho de Hubert de Lartigue).

Isso é Arte, meu bem

Quem vê os trabalhos hiper-realistas do tailandês americano Hilo Chen se impressiona justamente por parecerem fotos. Se o Realismo faz pouco sentido, atualmente, o que dirá um Hiper? (Eu estou fora de época, o Realismo e o Hiper dão muito dinheiro, nas galerias atuais). Justamente quando temos uma multiplicação absurda de imagens, principalmente de seios e afins, qual o sentido desse tipo de Arte? Não é tão simples, a beleza aqui está na técnica apurada, com um trabalho de cor e luz primorosos (o tema, também, mas no caso desse quadro, digamos que o tema não fica explícito; ou melhor, fica em segundo plano, se é que me entende).

A experiência estética proporcionada por uma pintura como essa não se assemelha nem de perto à de uma foto bem tirada de um par de seios como esse (a relação que se faz é a de que se o artista chegou a esse grau de realismo, então ele é muito bom, por isso a valorização excessiva). O pecado ao olhar para um dos trabalhos de Hilo Chen é fazer essa relação (inevitável, eu sei) com a realidade e deixar o queixo cair só por isso. Depois, o pecado é enxergar algo para além da técnica e valorizá-lo demais.

Quase contradiório isso, mas quero dizer que o trabalho dele vai para além da técnica, mas não vai tanto, só isso. Devo dizer que eu não gosto, nem vejo muito sentido no Hiper-realismo? Está claro. Tem seu valor, mas como a pop art, é mais de mercado.

E que me xinguem por essa opinião, não por falar do quadro ao invés do par de peitos (imagem não é nada…).

The Goon

Não preciso dizer mais nada, mas se você faz questão: David Fincher.

O quê da questão

Dançando na chuva

Uma quinta-feira chuvosa, em que o mundo parou pra nós dois nos banharmos nele e depois os outros não entenderem esse suor todo.

O caminho para a eternidade

“Ouça. Antes de partir vou lhe contar uma coisa. Sou a sua alma e todas as suas almas. Quando eu me for você morre. A humanidade passada está não apenas implícita em cada novo homem que nasce mas contida nele. A humanidade é uma espiral em permanente expansão, e a vida é o facho de luz que ilumina efemeramente cada anel sucessivo. Toda a humanidade do início ao fim já está presente, mas o facho de luz ainda não iluminou além de vocês. Seus sucessores terrestres aguardam silenciosamente e confiam na sua orientação e na minha e na de todas as pessoas dentro de mim para preservá-los e levar a luz adiante. Você não é agora o ápice da linhagem de sua gente mais do que sua mãe era quando estava com você dentro dela. Quando eu o deixar levarei comigo tudo o que fez você ser o que é – levarei todo o seu significado e importância e todo o acervo de instinto, apetite, sabedoria e dignidade humana. Você será deixado sem nada atrás de você e sem nada para transmitir aos que o aguardam. Ai de você quando o encontrarem! Até logo!” (Em O Terceiro Tira, de Flann O’Brien).

Aliás, capítulo no qual a personagem conhece o mapa em que está descrito o caminho para a eternidade. E, o melhor, ela o toma e a experimenta, vendo inclusive como a eternidade funciona.

A construção do pensamento

É mais ou menos assim que funciona. E a conclusão sai de algum lugar dessa massa amorfa que é o pensamento, repleto de encruzilhadas e bifurcações, as quais são tomadas na base da intução.

|
Página