“Nascido João Paulo Alberto Coelho Barreto (1881-1921), o jornalista e escritor João do Rio – pseudônimo pelo qual ficou mais conhecido – tem de fato uma obra que mostra com minúcias o cotidiano e a vida da Belle Époque carioca, numa prosa fortemente marcada por um certo beletrismo, típico da época e bastante adequada, aliás, às manias ultrafashion da alta sociedade de então, esforçada em construir um ambiente chic copiado de Paris ou Londres. Mas nem só de registros naturalistas expressos em galicismos e anglicismos se alimentam as narrativas de João do Rio. Ainda que ele mesmo pertencesse a essa elite, era um aristocrata estranho, que, sem ser propriamente marginal, era um dândi mulato e homossexual, dono de uma ambiguidade pessoal e literária com parentesco direto com Oscar Wilde, de quem, aliás, traduziu Salomé. A estética, o espírito e o gosto art noveau que moviam o imaginário dessa sociedade eram também aquelas pelas quais, na outra face da mesma moeda, se podia exprimir, numa elegância mordaz, o decadentismo típico de sua época.” Trecho da resenha do Almir de Freitas para a Bravo de 2002.
Eu queria postar na seção de leituras um dos contos do João do Rio, mas devido à formatação (várias notas espalhadas ao longo trexto versus a falta de tempo pra diagramá-las, hoje), quero ver se amanhã faço isso.











2 comentários
Tem que postar um conto dele! É maravilhoso… E o Almir escreve muito bem, né?
Sim, sim, bons textos do Almir de Freitas, sempre. E sobre o conto, acabei de subi-lo: http://www.nadapessoal.com.br/2010/06/02/historia-de-gente-alegre-joao-do-rio/
:)