Luz conquistada

“(…) eu redescobria em Tipasa que era preciso (…) amar o dia que escapa à injustiça e tornar ao combate com essa luz conquistada. Reencontrava a antiga beleza, um céu jovem, compreendendo enfim que nos piores anos de nossa loucura a lembrança desse céu jamais me abandonara. Fora ele, afinal, que me impedira de desesperar.” Esse é Albert Camus, em Volta a Tipasa. Retirei o trecho do artigo “O absurdo da condição humana”, escrito por Pedro Maciel.

Ler isso, seja em qual contexto o trecho esteja no livro, depois de saber que pelo menos 500 morreram em massacre étnico na Nigéria, serve-me como uma ilustração do pouco que eu quis dizer, no texto sobre o paradoxo do qual partimos (escrito dias atrás, mas que só publiquei hoje cedo).

Meu desejo sincero é o de que cada um alcance sua ‘luz conquistada’ e, se não for pedir muito, que ela brilhe o suficiente para iluminar também o terreno dos que estiverem próximo.

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